quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Amor em gôndolas

Getty Images, todos os direitos reservados.

Fazer compras nunca foi tão simples, basta ir ao supermercado, onde, por ordem de sessão  encontra-se as mais diversas utilidades,  com uma busca simplificada podemos adquirir diversos tipos de produtos, alternando entre cozinha, banheiro, esporte e até viagens.

E se essa introdução fosse escrita assim:

Encontrar um par perfeito nunca foi tão prático, basta ir ao facebook e com auxílio do Lulu e do Tubby saberemos por hashtags quais serão os escolhidos, é possível adquirir os mais diversos tipos de homens e mulheres apenas com buscas simplificadas de palavras-chaves, sendo capaz de proporcionar horas de prazer na cozinha, banheiro, esporte e até viagens inesquecíveis.

Acho um absurdo sem tamanho ter minha imagem sendo avaliada na internet sem minha prévia autorização! Principalmente com a indexação de dados, onde basta uma simples pesquisa no google para ser avaliada toda a sua vida! Alguém que simplesmente não 'curtiu' a sua cara, faz uma enquete sobre você e isto é tomado como verdadeiro?

Mas é claro que essa palhaçada não faria tanto sucesso se as pessoas não tivessem adorado a 'inovação', afinal, em um mundo onde a carência é sem tamanho o que importa é estar em evidência!

Ao que parece, muitas pessoas precisam dessa propaganda para se promover, inflar seu ego, se sentir melhor, vejo pessoas inclusive que pedem para amigos(as) fazerem avaliações sobre elas para auxiliar na promoção do marketing pessoal.

Sou da época que conhecíamos uma pessoa e pegávamos o telefone dela, depois de algum tempo trocava-se perfis do orkut onde servia apenas para troca de mensagens e visualização de fotos,  era pouca informação mas era bem bacana, porque eu podia escolher as fotos que iria colocar e de qualquer maneira a informação era estática.

Hoje vivemos em um tempo onde tudo que pesquisamos no google é utilizado para nos fornecer propagandas e spams por e-mail(isso mesmo, tudo o que você pesquisa e acessa forma um perfil sobre você), mal precisamos levantar a bunda da cadeira pra efetuar uma compra, então, por qual motivos iremos nos dar ao trabalho de conhecer alguém?

Fazemos amigos pelo facebook, trocamos ligações por whatsapp, chacoalhamos o live messenger. Então... Porque não facilitar ainda mais a interação? Já não basta ter uma rede social que diz sua preferencia musical, filmes preferidos, fotos, histórico de checkins e até como você está se sentindo, vamos perguntar pras pessoas que te conhecem o que elas acham de você, e pra aqueles que já experimentaram um pedacinho, vamos contar pra todo mundo como foi a experiência! Que tal?

Assim fica muito mais fácil, ninguém vai precisar passar pela fase de te conhecer, de perceber seus defeitos e qualidades, elas já sabem o que vão encontrar, e se você não for perfeito o suficiente, nem terá a chance de se apresentar, afinal, as redes sociais fazem isso por você!

Outro dia vi uma rede social de check in de coito, e eu então pergunto, a que ponto chegamos?


"Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana. Então o mundo terá uma geração de idiotas." Einstein

Sabe, aquele negócio de conhecer, de ficar horas conversando, de ir ao cinema ou só dar uma volta no parque. Parece que tudo isso ficou tão desnecessário, vamos otimizar o tempo, vamos queimar etapas, partimos então, direto para o que interessa, a perpetuação da espécie! Afinal, a vida é curta.

São poucos os casais que se interessam, difícil mesmo são relacionamentos duradouros, aliás, ninguém quer mais saber de compromisso, o ideal mesmo é facilitar as coisas.

Sabe o que é mais estranho de tudo isso? Nunca vi tanta gente com depressão como tenho visto no ultimo ano, tantas pessoas se sentindo solitárias, tantos utilizando antidepressivos. Uma imensa dificuldade de aceitar os caminhos da vida...  É engraçado, que se existe uma quantidade satisfatória de ferramentas para aproximar pessoas, porque cada vez nos afastamos mais?

A verdade é que está todo mundo cansado de tanta exposição, essa falsa sensação de proximidade, as pessoas próximas mas ao mesmo tempo tão distantes umas das outras, e nesse falso companheirismo que as redes sociais proporcionam, arranjamos sempre uma forma de mendigar por afeto, atenção e carinho de pessoas tão desesperadas quanto nós.

Pena que todos se esquecem que a coisa boa de viver não é estar online no mundo digital, mas online em sua própria vida!


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Espelhos

Imagem por 

É impressionante a forma com a qual o ser humano utiliza espelhos em todos os aspectos de sua vida.


Existe um estudo científico a respeito de neurônios espelhos, o qual afirma que ao visualizar ou imaginar uma determinada situação, nosso cérebro projeta a sensação mentalmente, como se nossa mente estivesse executando uma determinada tarefa. Perceba que ao observar uma pessoa bocejando você automaticamente repete a mesma situação.


Tendemos a repetir de maneira viciosa essa necessidade de espelhamento, até que ela seja conscientemente percebida e enfim 'cortada'.

Repetimos essa ação nos laços mais íntimos que temos com pessoas e lugares, por exemplo com amigos, família e até relacionamentos amorosos.

Estamos o tempo todo procurando pessoas que tenham passado pelas mesmas situações, necessidades e até mesmo que sintam a mesma sensação que nós, a correlação entre a 'transmissão' de pensamentos e pessoas com um certo grau de ligação/intimidade é algo ainda incomprovável à ciência.

Vi em algumas fontes de pesquisa que um objeto nunca visto antes ou uma situação inusitada, ao ocorrer pela primeira vez também não somos capazes de percebê-los, logo, deixamos as coisas passarem despercebidas por nós pelo simples 'desconhecimento', ou seja, o cérebro segue padrões.

O mesmo acontece com gatilhos emocionais, que determinadas ações ativam em nossas emoções respostas inconscientes do passado para as situações atuais, e que nem sempre essas respostas podem ser sadias ou a melhor solução.

Nossas mentes não visualizam a realidade em questão, mesmo porque a percepção humana não é capaz de captar nem 10% da informação que adquirimos a cada segundo, logo, vemos o que queremos ver, e o restante fica tudo na responsabilidade do inconsciente.

Agora vamos ao cerne da questão... Se não só por inteligência emocional mas também por limitações físicas, vemos apenas o que estamos preparados para ver, o que visualizamos é real?

Como definir se o que vemos é real ou distorções de nossas mentes até mesmo por assimilação? 

Muitas vezes, seu racional é capaz de lhe responder essas perguntas, o problema é quando essas respostas não são aceitas pelo emocional. Então eu sugiro que você procure ajuda para resolver estas questões!

Beijos

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Você não entendeu nada? Então se liga nos links a baixo! 




terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O Racional e o Espiritual

De acordo com o modelo HBDI (Herrmann Brain Dominance Intrument), o cérebro humano é subdividido em dois pólos, os quais são compostos pelo lado racional/lógico(Esquerdo) e sentimental/espiritual(Direito), sendo esses dois campos subdivididos em mais dois pedaços, temos então quatro pólos que podem ser denominados os quatro quadrantes.

Geralmente um desses dois pólos principais costuma ser mais desenvolvido que o outro, e em alguns casos mais não muito há um certo "equilíbrio" entre eles.

Certo dia em uma aula do MBA, descobri que tenho ambos os pólos em grande evolução e quase no mesmo patamar, o que me assustou e causou certa negação em primeiro momento, porém após sua aceitação respondeu algumas questões fundamentais para o meu desenvolvimento como ser humano.

Pessoas com o pólo lógico em maior evidência tendem a não acreditar em divindades nem possuir crenças que não possam ser racionalmente explicadas já no pólo oposto existem pessoas totalmente fervorosas, sempre preocupadas com religião e espiritualidade.

Após uma breve introdução sobre o assunto vamos adentrar em minha vida pessoal e experiências que são a melhor forma que possuo para exemplificar questões que simplesmente não fazem sentido algum.

Desde o nascida, fui criada em uma igreja evangélica de renome, onde cresci e fui doutrinada dentro das diretrizes cristãs, aprendendo sobre a bondade de Deus/Jesus como nosso salvador, além disso, tínhamos como exemplos de vida as escolinhas bíblicas onde nos ensinavam a ser pessoas bondosas e generosas com o próximo.

No decorrer de pouco mais de 14 anos o lugar nunca me agradou muito e sempre observei as pessoas que o frequentavam, haviam pessoas maravilhosas e bondosas que realmente acreditavam e viviam aquela doutrina como sua verdade, mas também existiam os 'picaretas' que alí estavam para comprar sua moradia no céu. 

Infelizmente eu ìa a igreja por obrigação, fazia muitas perguntas, tinha muitas dúvidas e não fazia as orações ou as lições semanais infantis. Desde criança, extremamente questionadora e de personalidade única, não suportava não entender o porquê de muitas coisas.

Foi quando aos 14 anos após o começo da vida profissional, fazia teatro e possuía outras atividades que não podiam ser adiadas aos sábados e domingos que finalmente consegui minha carta de alforria das obrigações evangélicas.

Desde o nascimento acumulei diversos problemas kármicos de aceitação aos caminhos que a vida resolveu me colocar à trilhar, com isso e todas as dificuldades que me recusava a aceitar me tornei uma pessoa totalmente cética, lógica e racional, por motivos problemas financeiros e falta de patrocínio abandonei artes cênicas e resolvi seguir minha até então segunda paixão Tecnologia, hoje sou formada em Ciência da Computação a qual se tornou meu verdadeiro amor.

Aos 20 anos, com o final de um relacionamento doentio, demorado e conturbado e com tempo de sobra pra ter minha própria companhia resolvi começar a trilhar o caminho do auto-conhecimento.


Depois de formada e alguns tombos, decidi dar prosseguimento aos meus estudos religiosos e levemente filosóficos, ainda com olhar cético, claro! Eu sempre dizia que um dia adotaria uma crença, mas essa crença iria me buscar.

Certo dia, uma vóz'inha' chamada consciência me pediu para frequentar um centro espírita, onde ouvi coisas ( que sequer questionei ) e que foram capazes de preencher perfeitamente algumas lacunas de dúvidas e o auto-conhecimento começou então a fazer maior sentido, foi então que minha vida mudou drásticamente(juntamente com os 20kgs eliminados).

Como gosto da liberdade de ir e vir, apesar de respeitar muito todas as crenças, filosofias e religiões, decidi seguir minha própria consciência que muito se aproximava dos ideais budistas.

Como se não tivesse sido o suficiente minha mente resolveu dar uma revirada de 180○ quando presenciei com pessoas queridas situações totalmente inexplicáveis aos cientistas, céticos e lógicos, e minha mente não estava preparada pra isso, ela não conseguia aceitar a fé.

Foi então que descobri muitos caminhos até o momento ocultos aos meus conhecimentos de pequena gafanhota, e fui mais uma vez empurrada pela mão do invisível a mudar minha visão do mundo e das religiões.

Senti o quanto uma vida cética é vazia e solitária, e que toda e qualquer crença é válida desde que seja para ajudar e não ferir outras pessoas. Existem muitas coisas ao nosso redor que não somos capazes de ver, mas isso não significa que elas não estejam lá.

Hoje tenho crenças religiosas que não podem ser simplesmente explicadas, somente sentidas, então não quero que ninguém as siga, nem as aceite, apenas as respeite assim como sempre fiz com as pessoas.

Fiquei feliz em obter mais respostas, e as coisas finalmente fazerem sentido, embora aos racionais nenhuma explicação seja suficiente! Fiquei triste em imaginar a quantidade de pessoas que não acreditam em nada, pessoas extremamente inteligentes, intelectuais, porém na escuridão, são como jarros vazios.

Viemos nessa vida para praticar o bem, a caridade, e existem muitas energias negativas que tentam se aproveitar dessa luz.

Nossa alma, nossa vida, não pode ser trocada ou barganhada de forma alguma, pagamos um preço muito alto pelo poder, pelas explicações científicas e nos sentimos cada vez mais vazios, é como se a existência não fizesse sentido algum.

Um dia estaremos velhos e solitários, sentados apreciando o vazio e nos perguntando o porquê de tanta solidão e tristeza... O porquê de termos ficado tanto tempo sentado esperando o trem que já vem, que já vem, que já vem...

Beijos, fiquem em paz.


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