Não tenho mais escrito aqui ou em redes sociais, pois quando chega uma certa idade nos tornamos mais seletivos, e nossas vidas interessam apenas a aqueles que amamos.
Eis que estamos perto de mais um natal, uma data maravilhosa e esperada para muitos. Entretanto uma data bem triste para outra parte das pessoas, a qual me encaixo.
Passo pelas ruas e vejo lojas enfeitadas, pessoas gastando rios de dinheiro para ostentar uma data comercial, em meio a tudo isso, vejo uma realidade totalmente oposta, pessoas passando fome, criancas abandonadas e sem família, idosos que ao chegar na sua "inutilidade" são abandonados pelos filhos em asilos, e nunca mais visitados.
Natal pra mim, sempre foi aquela data do ano, que eu passava com a pessoa que mais amei nessa vida, e que as pessoas nem imaginam o quanto é difícil saber que nunca mais a terei.
Digo da minha amada vózinha, que cuidou de mim a vida inteira, e nunca sequer pediu algo em troca.
Me lembro da dona Josefa, uma senhora nordestina, de gênio forte e bem humilde, que pouco tinha, mas que nada pedia. Mesmo doente cuidou de seus netos, e nunca jogou isso na nossa cara, nunca pediu nada em troca ou tratou o amor como "objeto" de troca.
Ai que saudade minha velhinha... Que saudade dos presentes de natal que eram apenas beijos, abraços e bênçãos, mas que não tinha dinheiro no mundo que pagasse.
A senhora foi a maior estrela que surgiu em minha vida, e me ensinou tantas coisas, e digo, que ainda hoje continua me ensinando, a senhora foi a diferença na minha vida durante toda a minha infância.
Este é o terceiro natal sem a senhora, e eu ainda não aprendi a conviver com isto, talvez, eu nem queira ver a sujeira que é o natal, lembrar da senhora é muito mais agradável do que observar a realidade na qual vivemos.
Mas este ano, eu decidi, não posso tê-la aqui, mas posso fazer a diferença na vida de alguém!
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Natal novamente
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