terça-feira, 4 de abril de 2017

Amor?


Quem é esse tal de amor?
De onde vem e o que ele come?
As religiões pregam amor,
As pessoas pregam amor...

"A única verdade é o amor!" Eles dizem...
Mas, o que é o amor então?

Não entendo desse tal de amor, 
Na minha vida ele sempre veio disfarçado...
Com uma voz doce e um brilho no olhar.
Mas um coração putrefato,
Como no conto do Barba Azul.

Estamos na era da individualidade,
O outro só me serve se for uma extensão de mim mesmo. 
As religiões?
Essas são escolhidas de acordo com sua serventia em meu modo de viver. 
E se amanhã eu mudar, que problema há?
Nenhum, Darwin comprovou em sua teoria da evolução das espécimes que: somente os seres adaptáveis a mudanças estão aptos a sobrevivência.

Em contrapartida "eu não vou me adaptar" é o grande jargão da mocidade.
Onde eu mudo todos os dias, mas não pra me adaptar, na verdade, quero que o outro se adapte a mim.
Será que sobrevivo assim? 

Difícil coexistir com tantas variáveis...
O homem em toda sua 'pré-potência' modifica o entorno,
procurando atender a si mesmo.

Existe amor genuíno afinal?
Porque o que tenho observado é um amor egocêntrico.
Onde o ser que habita em mim domina o ser que habita em você.
Isso é amor ou será que estamos enlouquecendo?

Talvez esse tal de amor seja um bicho, quase extinto, mas preservado em algum lugar.
Talvez ele seja como uma borboleta que aparece na primavera,
Ou então, um bicho arisco cansado de ser machucado,
Que se camufla como um camaleão, apenas pra se proteger.
Mas ele deve estar escondido em algum lugar.



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Aniversário!

Bom... Eu achei que me arrependeria em menos de 24 horas do texto anterior, mas... Dessa vez não, nem me arrependi de estar deprimida, afinal de contas, nem todo mundo está feliz o tempo todo não é mesmo? Precisamos aprender a sentir nossa dor e não ter medo de expô-la as pessoas, que mania essa, de que ninguém pode saber o que sentimos ou quando estamos tristes ou felizes!

Enfim, este texto de hoje é de alegria okay? 

Douglas, Adrianne, Nilton, Marcão, Eu, Jô, Karen, Maximo e Renan
Outback SteakHouse ( Center Norte )
Como desde criança, meu aniversário nunca foi festejado pela minha família, sempre fiquei com a crença de que ninguém lembraria de mim nessa data ( juro que se eu conhecesse quem inventou o inconsciente eu teria um papo um tanto quanto exaltado com essa pessoa ), ilusão infeliz essa minha, pois o dia foi lembrado por pessoas que para mim tem muita importância! 

Também essa mania infeliz de ficar cobrando por tudo que acontece, se forçando, se tratando como em um regime militar, enfim! 

Essas comemorações de aniversário sempre são muito divertidas, vou citar um pouco elas em agradecimento e demonstração de felicidade.

Na quarta-feira os amigos do trabalho comemoramos no Outback do shopping Center Norte! Com uma ribs e um chopp de leve! rs

A noite, após o expediente fomos à Augusta tomar umas cervejas, jogar um papo fora e rir, nada que ja nao seja de costume! rsrs

Na sexta-feira passei um pouco mal no trabalho e sai mais cedo pra dormir um pouco, pois no final da tarde comecaria uma bebedeira nova! rsrs


Minha flor e o presente de aniversário!

Rafa, Eu, Felipe, Bolinho, Bueno, Lika, Pardal, Hiroshi,
Tais, Zero, Gi, Felipe -  Bar e Pizzaria Vitrine



 em plena quarta-feira estavamos nós num barzinho/pizzaria na Augusta, chamado Vitrine!



sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ingenuidade



Getty Images, todos os direitos reservados.
Viver é uma delícia, mas pra viver é preciso crescer. E crescer... Dói!

Dilacera a carne, os sonhos, a alma, e nada é mais doloroso que a dilaceração da alma.

Imagino o amadurecimento como um treino de musculatura... Você precisa forçar o rompimento dos músculos para que eles se regenerem e fiquem mais fortes, alguma semelhança com a realidade?

O crescimento significa a morte de sua ingenuidade é o momento em que abrimos os olhos pra vida e pra tudo que nos cerca, as decepções e dores tiram a venda dos contos de fadas e acordamos então em uma nova realidade, é uma queda... Que você pode decidir se trata-se de um abismo ou se é simplesmente uma nova perspectiva.

Algumas pessoas nunca 'acordam', passam a vida com um EU inventado e adaptado a qualquer outro eu, se esgueirando por entre as sombras e fantasiando uma realidade que não existe, anulando a sí e a tudo o que acredita... 

A auto-anulação é tão nociva a saúde, que uma pessoa cheia de vida e sonhos é capaz de se tornar mais um zumbi entre a sociedade, existem pessoas que se anulam de tal forma que sentem um vazio de si mesmas, como um abismo em si.

Pessoas que ao invés de buscar no seu proprio eu a completitude buscam em outros aquilo que não são capazes de proporcionar a si mesmo.

Chegam então as depressões, as tristezas, as angústias... E a pegunta que nos fazermos sempre é: "Porque?" nunca 'sabe' responder os motivos de todos estes questionamentos. 

Mas na realidade sempre se sabe o real motivo, resta perceber se você quer aceitar a verdade e entrar em seu abismo particular por um tempo, enfrentar seus monstros e no fim... Perceber que você é uma pessoa espetacular, e que a sagacidade na verdade é um presente!

Beijos de Luz!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Natal novamente

Não tenho mais escrito aqui ou em redes sociais, pois quando chega uma certa idade nos tornamos mais seletivos, e nossas vidas interessam apenas a aqueles que amamos.
Eis que estamos perto de mais um natal, uma data maravilhosa e esperada para muitos. Entretanto uma data bem triste para outra parte das pessoas, a qual me encaixo.
Passo pelas ruas e vejo lojas enfeitadas, pessoas gastando rios de dinheiro para ostentar uma data comercial, em meio a tudo isso, vejo uma realidade totalmente oposta, pessoas passando fome, criancas abandonadas e sem família, idosos que ao chegar na sua "inutilidade" são abandonados pelos filhos em asilos, e nunca mais visitados.
Natal pra mim, sempre foi aquela data do ano, que eu passava com a pessoa que mais amei nessa vida, e que as pessoas nem imaginam o quanto é difícil saber que nunca mais a terei.
Digo da minha amada vózinha, que cuidou de mim a vida inteira, e nunca sequer pediu algo em troca.
Me lembro da dona Josefa, uma senhora nordestina, de gênio forte e bem humilde, que pouco tinha, mas que nada pedia. Mesmo doente cuidou de seus netos, e nunca jogou isso na nossa cara, nunca pediu nada em troca ou tratou o amor como "objeto" de troca.
Ai que saudade minha velhinha... Que saudade dos presentes de natal que eram apenas beijos, abraços e bênçãos, mas que não tinha dinheiro no mundo que pagasse.
A senhora foi a maior estrela que surgiu em minha vida, e me ensinou tantas coisas, e digo, que ainda hoje continua me ensinando, a senhora foi a diferença na minha vida durante toda a minha infância.
Este é o terceiro natal sem a senhora, e eu ainda não aprendi a conviver com isto, talvez, eu nem queira ver a sujeira que é o natal, lembrar da senhora é muito mais agradável do que observar a realidade na qual vivemos.
Mas este ano, eu decidi, não posso tê-la aqui, mas posso fazer a diferença na vida de alguém!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Sonhos

Do you remember, Laura? by Lulina on Grooveshark


Talvez a geração de hoje não passe mais por isto, mas você que tem mais de 25 anos, sabe bem do que estou falando... Desde crianças, fomos ensinados que sonhar é para os ricos, que somos pequenos e que temos sonhos grandes demais para nós.

Tem uma música da Lulina, que fala exatamente sobre isso, e que me faz refletir muito sobre o assunto: 
"Quando era pequena eu achava que era grande, quando eu cresci eu encolhi..."
Quando éramos pequenos, tínhamos grandes sonhos, desejos e podíamos ser qualquer coisa que quiséssemos, porque tudo dependia apenas de nós e da nossa imaginação.

Já no fim da infância e inicio da adolescência, fomos ensinados que só seriamos pessoas sérias e confiáveis se tivéssemos uma vida a altura, eramos ensinados que os melhores profissionais são médicos, engenheiros e advogados. Que professores serão eternamente pobres e terão dificuldades de manter suas famílias, e que os artistas são vagabundos que não querem saber de trabalhar.

E as 'pessoas grandes' colocam na nossa cabeça que nossos sonhos são 'pequenos' demais, que temos que ser pessoas sérias, trabalhar para pagar nosso sustento e para ter uma família. 

Nossos pais não estavam de todo errados, afinal, essa foi a realidade que eles tiveram quando jovens, com baixas condições financeiras, num país onde a economia era totalmente decadente e onde as oportunidades, opções e empregos eram poucos, queriam que seus filhos tivessem uma vida digna e uma profissão que os garanta não passar por dificuldades financeiras.

E isso é o que os pais fazem, zelam por seus filhos da melhor forma que podem e isso não tem nada de errado!

Infelizmente, as pessoas grandes não nos ensinaram que quando somos realmente bons em algo e amamos aquilo que fazemos, as dificuldades tornam-se apenas mais um degrau pro sucesso, e que nenhum esforço é pouco para alcançar nossos verdadeiros sonhos.

Quando jovem, fui ensinada que a vida nas artes não era lucrativa, e que não teria apoio familiar para continuar nela, me ensinaram que a vida acadêmica não era satisfatória e que teria que estudar muito pra isso, acredito que essa tenha sido a realidade de muitas pessoas.

E na ilusão de que sermos bem sucedidos se tivermos as profissões das pessoas sérias e benquistas pela sociedade, abdicamos de todos os nossos sonhos pelo simples desejo de uma vida um pouco confortável.

O que não sabíamos, é que aquele sonho que era tão importante ficaria pra traz e que nem ao menos nos lembraríamos dele depois de adultos, depois que terminamos a faculdade, as especializações, temos um emprego digno, uma casa, uma família e que não temos mais tempo e nem vontade de começar de novo.

E morre ai, mais um sonho, e o conforto que ganhamos em nossa profissão na realidade resume-se na perda da juventude, na morte dos sonhos... Buscamos apenas a normalidade e já não vemos mais um arco-iris no céu. Tornamo-nos então, pessoas amarguradas, loucas pelo trabalho, que não tem sequer a oportunidade de acompanhar o crescimento de seus filhos.

Trabalhamos em demasia para dar uma educação decente a eles, vendemos um bem finito... Nosso tempo! E achamos que estamos nos sacrificando por nossos filhos, mas na realidade estamos sacrificando eles por nós, retirando deles o maior presente que poderíamos dar, nossa presença, e ensinando a eles que devem fazer o mesmo quando crescer.

Tudo em busca do conforto material, daquela semente que plantaram em nossas mentes... Para que nossos filhos possam ter o futuro que desejávamos ter e não pudemos.

Você percebe então que na realidade seus sonhos de antes eram grandes, mas os de hoje são pequenos demais.

E ai... Quanto tempo você vai esperar pra lutar por aquilo que realmente te faz feliz e superar as barreiras da normalidade e do preconceito?


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