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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cabelo: Apego e Coragem



Getty Images, todos os direitos reservados.

Para as mulheres no geral, cabelo é visto como uma ferramenta de sedução, onde quanto maior seu comprimento e sedosidade melhores são as chances de sucesso e de encontro do macho alfa, na qual a maior parte dos homens que compartilha da mesma opinião.

Isso me lembra muito as histórias e gravuras que via quando era criança, onde as mulheres possuíam cabelos compridos e os homens as arrastavam pelos cabelos. Me pergunto se as mulheres rebeldes do 'bando' como um sinal de revolta não pegavam uma faca e arrancavam os cabelos para não serem puxadas pelos homens. 

Talvez também por isso boa parte do público masculino tenham uma queda por cabelos compridos, uma forma inconsciente de demonstrar posse, poder, e todas essas coisas que eles adoram!

Essa cabeleira toda vem sempre carregada de histórias, momentos, sentimentos, lugares, pessoas, cabelo comprido é um apego, ele demora tanto tempo pra crescer que aquelas coisas que você vivenciou continuam contigo pelo menos por uns três anos depois do ocorrido. Para muitas o medo de se livrar dessas memórias chega a ser desesperador! 

Algumas poucas corajosas cortam o cabelo, mudam totalmente o visual, sem dó! Quando cortamos o cabelo nos livramos de um peso, não somente no sentido literal da palavra, com ele vão junto os amores, as tristezas, as dores, os apegos, a reação de cada uma chega a ser totalmente diferente, variando entre histeria, tristeza e felicidade! Quem já teve o cabelo na cintura sabe do que estou falando!

Getty Images, todos os direitos reservados.
Como toda atitude corajosa desencadeia um amontoado de outras atitudes, cortar o cabelo então torna-se um vício, começamos a jogar fora tudo aquilo que não nos interessa, e se deixar queremos ir ao salão todo mês, é como se tivéssemos finalmente pego o gosto por experimentar, ser diferente, tomar as decisões de suas vidas! Ousaria até dizer que quanto maior a ousadia, maior a revolta, maior a mudança! 

Embora essa hipótese não passe de pensamentos aleatórios meus sem nenhuma comprovação ou fontes de estudos apenas por observação pessoal, as mulheres mais decididas e bem resolvidas que conheço possuem cabelos bem curtos e descolados, como é o seu?


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Auto-Engano



Talvez a felicidade esteja em todas essas futilidades corriqueiras, extremamente banais e insensatas.

Talvez na ausência de cobranças, na aceitação da imperfeição, na aceitação da vida, das forças do universo, na sincronicidade, na certeza...

Sempre um Talvez e um Se... Talvez, Talvez... É sempre um questionamento, sempre um porque, mas... Porquê?!

Porque somos seres humanos, temos uma coisa chamada ego pra ser cada vez mais vaidoso e outra chamada alter-ego pra garantir que a vaidade e o moralismo tenham o que desejam, e sim, queremos ser aceitos, queremos ser inclusos, queremos pertencer ao mundo!

Achamos que seguir regras, tomar determinadas atitudes, seguir um roteiro pré-determinado, pensamos que isso vai resolver nossos problemas, mas não... Não vai!

Agimos fazendo o que é politicamente correto, somos eternos lobatinhos ( o cara engravatado que segue todas as regras e cheio de moralismo ), e se alguém nos diz isso em alto e bom som nos sentimos ofendidos! Queremos sempre ter razão, arrumamos confusões, e só reclamamos de tudo! 

Temos a ilusão da mudança quando na realidade continuamos batendo na mesma tecla, no mesmo erro! Vamos lá, vamos continuar praticando o auto-engano!!!! É praticamente de graça, nada que umas gripes, espinhas, quilos à mais não possam pagar! 

Culpamos o mundo, mas nunca a nós mesmos! Ou então.... Nos culpamos demais, todo o tempo, não somos capazes de aceitar nossas imperfeições, queremos porque queremos estar sempre certo... Opa! Hora de alimentar a ilusão minha gente! 

Ninguém consegue estar certo o tempo todo, nem eu, nem você, nem o papa! 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Filme: A Vida É Bela




"Esta é uma história simples;
no entanto, não é fácil contá-la.
Como numa fábula, há dor...
e, como uma fábula, ela é cheia
de maravilhas e de felicidade."


Um filme riquíssimo dirigido e estrelado por Roberto Benigni, concorreu Oscar com Central do Brasil e claro... Ganhou!

Não quero desmerecer a obra brasileira que também foi muito bem cotada, mas seria uma covardia deixar tal relíquia sem o merecido reconhecimento!

Em italiano intitulado como La vita è Bella, veio para nos ensinar muitas coisas, filme este que merece dezenas de adjetivos como belo, harmonioso, suave, amoroso, gentil, e diversos outros que não consigo descrever com palavras neste momento tamanha a alegria sentida.

Em uma comédia dramática capaz de nos fazer sorrir e chorar, Benigni consegue transpor com sua direção uma extensa cartilha de sentimentos: o real significado do amor, auto-estima, aceitação, ângulo de visão, etc.

O filme apresenta o amor incondicional de um homem por sua família, pessoa que não mede esforços para ver os entes queridos felizes, pessoa essa que vive a fantasia apesar de todos os problemas, e que é capaz de tirar da pior situação um sorriso, uma alegria! 

Guido(interpretado por Roberto) convence seu filho Giosué(Giorgio Cantarini) de que estão em um jogo que está prestes a acabar e que irão ganhar a competição, a criança apesar de sofrer um pouco vibra com os acontecimentos e segue atentamente as 'dicas' de seu pai, uma linda criança que de mimada não tem nada, passa dias escondido em um cativeiro para Judeus, comendo restos de pães e tendo até que ficar sem se comunicar para proteger sua identidade! No fundo ele sabe que tudo aquilo não passa de uma prisão, mas Giosué cresceu acreditando na felicidade, na fantasia e  na beleza da vida. 



"- Vamos, Giosué.
"Proibida a entrada de judeus... "
- Vamos, Giosué!
- Por que cachorros e judeus não podem entrar lá, papai?
- Eles não querem judeus e cachorros. Cada um faz o que quer. Tem uma loja de ferramentas ali... onde não deixam entrar espanhóis e cavalos. E eu fui à farmácia com um chinês amigo meu que tem um canguru... mas não pudemos entrar, não queriam chineses e cangurus. Eles não gostam, fazer o quê?
- Mas a gente deixa todo mundo entrar na livraria.
- Não! Vamos pôr um cartaz também. Do que você não gosta?
- De aranhas. E você?
- Eu? De visigodos. 
- Amanhã escreveremos: "Proibida a entrada de aranhas e visigodos." Esses visigodos já me encheram!"

Além de todo o senso comum que podemos observar no enredo da história, há algo que muito me chamou atenção... O relacionamento de generosos nessa família do inicio ao fim! A forma como Guido mesmo pertencendo a parte baixa da sociedade ensina seu filho que não deve haver discriminação e que ambos são iguais a todos os outros.

Dora(Nicoletta Braschi) esposa de Guido, então professora da rede de ensino, renuncia uma vida de regalias e benefícios pelo amor, os pertences não lhe são importantes quando trata-se de sua felicidade, uma não judia que se casa com um judeu, fato que possa ser comparado nos dias atuais em abrir mão de sua liberdade. Em seguida, quando descobre que sua familia foi 'sequestrada' pelos nazistas se impõe para ir presa junto à sua familia.

Guido que abdica de tudo para manter a felicidade de seu filho e esposa, fantasia todos os acontecimentos como um conto de fadas independente do grau de criticidade, o personagem não consegue transpor a parte ruim da situação e acredita que a vida é bela, que com um pouco de alegria é capaz de fazer feliz aqueles que ama. A forma como ele cria seu filho é realmente um ato de sabedoria imenso, não consigo imaginar tais atitudes na atualidade, as ações parecem ser tão perfeitas que sequer aparentam ser de um ser humano passível de falhas.

Esse conjunto de acontecimentos tem muito a nos apresentar, a nos ensinar, podemos ver claramente que um casal de generosos gerou um fruto ainda mais generoso.

Guido vem ainda nos ensinar a aceitar a vida como ela é, aceitar nossa origem e nossos problemas, sem conflitos, facilitando o andar da carruagem.

A Vida é Bela nos faz sentir vergonha de nós mesmos, de reclamar de momentos que nem de longe possam se igualar aos apresentados no filme! 

Nos faz acreditar que a vida realmente é bela, que um sonho sempre pode ser possível!

O que posso dizer pra descrever o sentimento de alegria ao presenciar tamanha obra de arte é: lágrimas, alegria, perfeição e plenitude!



A Vida é Bela!!!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Engrenagem

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Tanta auto-destruição,
Tanto medo,
Tantas anulações...

Existe muito além do visível,

É dificil assumir a si mesmo?

Coitadismo é mais cômodo que atitudes


Espera é menos eficaz mas lhe oferece um apoio, um encosto...

Pequenas muletas confortáveis...

O homem está em busca constante por conforto,

por estagnação,

assim o mundo segue o ciclo,

você é apenas mais uma engrenagem,

E a máquina da manipulação continua onde está... No Poder! 


Faça mais... 
Seja aleatório...
Assuma o poder!
Ariane Galindo


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

23


Acredita-se no enigma do número 23.
Embora agrade-me mais o número 21,
23 é um número pesado,
deveras incomodo à uma criança,
insignificante à um adulto.

A muleta entrará em desuso,
Não haverá mais troféu à ostentar,
Nem atos de heroísmo...

São intoleráveis as margens de Februus.
As quais afetam-me com branda melancolia,
Os olhos como nascentes desaguam no mar de prantos,
Cuja a origem é desconhecida.

É como se não pudesse coexistir o infanto e o sexual.
Os lábios murmuram àsperas palavras
as quais serão descartadas na manhã seguinte.
Mas se este é meu momento de dor, senti-lo-ei.


Ariane Galindo

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Profundidade

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Chegamos a mais um fim de ano... Andamos pelas ruas que estão cada dia mais lotadas, as estações de metrô cada vez mais abarrotadas e lentas, as lojas com enfeites coloridos, nas vitrines roupas brancas, douradas e prateadas!

Fala-se em amigo secreto, em pernil, em ceia, em reuniões familiares, mas não vejo ninguém doando uma cesta básica, não vejo ninguém se preocupando com outro além de sí mesmo! Torramos nosso 13º com coisas fúteis, presentes, roupas e viagens, criticamos o governo, as guerras, as novas leis, o aumentos de impostos e a falta de moradia, mas não mexemos um dedo sequer para mudar nada!

Fala-se de futebol, de criminalidade, do aumento dos salários políticos, de maus-tratos animais, mas não se ajuda uma familia necessitada, não se contribui para uma instituição de caridade, não se assina um abaixo assinado, nem participa de protestos.

O funk toca em alto e bom som nas conduções públicas, canta-se sertanejo nas ruas, ouve-se "Eu quero mais é beijar na boca", paga-se milhões para trazer música internacional de baixa qualidade, mas não se cultiva o MPB, ninguém sequer conhece Bach, Beethoven é somente o nome de um cachorro e trombones, trompetes e trompas só existem em bandas de reggae! Não se divulga Fernando Pessoa ou Vinicius de Moraes, mas conhecemos muito bem Danilo Gentilli, Marco Luque e Rafinha Bastos. CQC é o programa mais comentado, e ninguém sequer sabe da existência do Café Filosófico!

Estamos nos esquecendo da escrita, trocando as palavras, confundindo significados, preferimos audio-books à leitura. Só entramos em livrarias pra comprar quadrinhos, não temos dicionários em casa e depois da era dos downloads os músicos e autores tiveram que buscar outros meios de se sustentar! 

Pra que investir no intelecto quando existem corretores ortográficos, calculadoras, computadores?

Perdemos a noção do abraço, perdemos a noção do calor humano, não sabemos dar bom dia ou boa noite as pessoas, estamos sempre alienados com nossos fones de ouvido e usamos comunicadores instantâneos ao invês de sentar em uma mesa para papear. Falamos com nossos vizinhos todos os dias pelo facebook mas não os vemos pessoalmente há anos. Amizades tem data de validade e se limitam ao status verde nas redes sociais.

Na balada conhecemos tantas pessoas quantas sejam possíveis mas nem ao menos sabemos seus nomes. Os relacionamentos são superficiais, juntamos figurinhas, fazemos da vida uma 'festa' momentânea mas não aprofundamos nossos laços, nossos conhecimentos.

Vivemos em uma realidade superficial, onde as academias estão cada vez mais frequentadas e os cafés e livrarias cada vez mais vazios. Teatros muitos só os conhecem porque foram assistir shows de stand-up comedy ou 'espetáculos' de comédia.

Os filmes que fazem sucesso falam de vampiros que brilham no sol, de lobos, de garotas sonsas apaixonadas, mortes e sangue, carros que viram robôs, super-heróis, e quando algo foge desse padrão é caracterizado como ruim, arcaico, coisa de louco. Ouvi meu pai dizer que Laranja Mecânica é filme para loucos e psicopatas.

Disputamos as melhores roupas, os melhores corpos, o melhor penteado, quando o que realmente deveria ser levado em conta é o caráter. Gastamos rios de dinheiro em salões de beleza e clínicas de estética mas temos dó de pagar um pouco mais caro em um livro, quando 'queremos' ler os pedimos emprestados!

"Além de aflitos e desorientados pelo excesso de informação inútil, somos muito superficiais. Falta-nos o hábito de observar e refletir. Assustados com responsabilidade, escolha e decisão, despreparados como adolescentes, nos desviamos do espelho que faz olhar para dentro de nós. Cada vez mais amadurecemos tarde ou mal. Somos crianças tendo crianças." Lya Luft

Eu te pergunto então... O que há de profundo? O que há de complexo? Há algo desafiador neste tipo de existência?

Cansei de nadar no raso quando existe um oceano a minha espera, em 2012 eu vou nadar rumo ao infinito pois quero profundidade, profundidade de sentimentos, profundidade de aprendizados, profundidade de relacionamentos!

Estou cansada de superficialidade!


Ariane Galindo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Mundo Antes de Mim


Quantos milhões de anos a Terra possui? As galáxias? Tem-se registros de que os primeiros dinossauros surgiram há 230 milhões de anos e foram extintos há 65 milhões. As pirâmides do Egito foram construídas há cerca de 4.500 anos, aproximadamente em 2.600 a.C. e ainda hoje não temos tecnologias suficientes para reproduzi-las.

De acordo com os cristãos a criação do mundo e de Adão e Eva foi realizada em 4.000 a.C. por Deus. Já  Charles Darwin afirma que somos originados da evolução das espécimes onde somente os que são capazes de se adaptar ao ambiente sobrevivem.

Houveram as Idades do Gelo, da pedra... Períodos quentes e medievais, o colapso da Mesopotâmia e etc e tal...

Diante de tanta mistificação de histórias, chego a ficar totalmente confusa a respeito do mundo antes de mim.

Na minha mente todas essas histórias estão misturadas... Será que os macacos fizeram as pirâmides do Egito com máquinas super-sônicas trazidas por deuses extra-terrestres? Será que a Terra é uma bola de gelo? Ou que o espaço é retangular como uma caixa?

Eu nasci na era de peixes ou de aquário? Quantas vezes o mundo já acabou? Big Bang, a Arca de Noé...

Esse mundo todo antes de mim é pura insanidade, talvez por isso seja tão divertido!

Os relatos mais recentes sobre essas histórias foram contados à mim lá em casa, através dos lamúrios de meus pais, diante de tantas reclamações, diversas vezes me pego imaginando como seria o mundo antes de mim...
Se os políticos eram mais íntegros, se o salário era maior ou os preços mais acessíveis.

Meus pais dizem que não existia violência, mas muito ouvi falar sobre maníacos com luzes vermelhas, sobre palhaços assassinos, também me  lembro da história do fuscão preto que fora roubado de meu tio.


Enfim... O que interessa é que depois de mim, o mundo nunca mais será o mesmo! 


Ariane Galindo

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

MEDO

Porque ter medo?
Sabe o que mais assusta?
O próprio medo!
O que dá medo mesmo, 
é medo de morrer...
mas também tem medo de viver
logo, o medo torna-se um vicio!
Você tem medo de viver
porque tem medo de se magoar
se machucar, sofrer...
Mas tem medo de morrer, 
porque quer viver! 
Se você realmente quer viver...
entao pra que ter medo?! 
existir não é o suficiente 
nao pra mim! 
Eu quero é VIVER!

Porque o bom da vida é ser feliz!
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