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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Auto-Engano



Talvez a felicidade esteja em todas essas futilidades corriqueiras, extremamente banais e insensatas.

Talvez na ausência de cobranças, na aceitação da imperfeição, na aceitação da vida, das forças do universo, na sincronicidade, na certeza...

Sempre um Talvez e um Se... Talvez, Talvez... É sempre um questionamento, sempre um porque, mas... Porquê?!

Porque somos seres humanos, temos uma coisa chamada ego pra ser cada vez mais vaidoso e outra chamada alter-ego pra garantir que a vaidade e o moralismo tenham o que desejam, e sim, queremos ser aceitos, queremos ser inclusos, queremos pertencer ao mundo!

Achamos que seguir regras, tomar determinadas atitudes, seguir um roteiro pré-determinado, pensamos que isso vai resolver nossos problemas, mas não... Não vai!

Agimos fazendo o que é politicamente correto, somos eternos lobatinhos ( o cara engravatado que segue todas as regras e cheio de moralismo ), e se alguém nos diz isso em alto e bom som nos sentimos ofendidos! Queremos sempre ter razão, arrumamos confusões, e só reclamamos de tudo! 

Temos a ilusão da mudança quando na realidade continuamos batendo na mesma tecla, no mesmo erro! Vamos lá, vamos continuar praticando o auto-engano!!!! É praticamente de graça, nada que umas gripes, espinhas, quilos à mais não possam pagar! 

Culpamos o mundo, mas nunca a nós mesmos! Ou então.... Nos culpamos demais, todo o tempo, não somos capazes de aceitar nossas imperfeições, queremos porque queremos estar sempre certo... Opa! Hora de alimentar a ilusão minha gente! 

Ninguém consegue estar certo o tempo todo, nem eu, nem você, nem o papa! 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Reclamações ( Parte 1 )


Getty Images todos os direitos reservados
 Estou sentada em uma estação qualquer esperando um casal de amigos e refletindo a respeito das informações extraídas da internet essa semana...


As notícias em pauta foram:

  • Michel Teló: é sucesso mundial, divulgando a cultura brasileira (cultura teve o emprego mais infeliz que já vi em minha vida);
  • BBB: Uma mulher qualquer que foi estuprada na maior transmissora de TV da rede nacional;
  • Luiza: que está no Canadá;
  • SOPA, PIPA, ACTA: O veto na utilização do Megaupload e das redes de compartilhamento de arquivos;
  • Falsa gravidez de quadrigêmeos;
  • Anonymous ataca novamente e tomam site do FBI;
  • Enchentes na grande São Paulo;


Com exceção da web-ditadura e das enchentes que me afetam diretamente, acredito que todas as outras informações sejam irrelevantes e desnecessárias a mim!

Cada dia que passa fica pior acessar as redes sociais (meu android acabou de escrever "redes suicidas", porque será?).

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Essas são informações que realmente não perdi meu tempo pesquisando a respeito, e infelizmente é a isso que se resume as atualizações do meu facebook, salvo uma lista restrita de meia dúzia de pessoas colocando textos e informações interessantes como filmes, estudos, pessoas, música de boa qualidade, o restante me causa grandes interrogações!

Estamos tão insatisfeitos, reclamando o tempo inteiro, buscando inutilidades para ocupar nossas mentes, existem políticos escrotos tentando se reeleger, existem nossos monstros pessoais cada dia mais fortes dentro de nós e nos destruindo, existem países e religiões inteiras sendo destruídas, os impostos estão maiores, a mídia tem acabado com o pouco de neurônios que ainda nos restam. E nós... Nos diminuindo a vergonha da porra da Luiza que estava no Canadá!


E sabe qual o pior de tudo?! Eu faço parte dessa grande defecação toda, porque a vida é um inteiro, as coisas devem ser vistas como um todo... É isso ai Brasil, a gente vai longe!!!

Ariane Galindo

domingo, 9 de outubro de 2011

Catarse


Hoje ainda é segunda-feira, e me pego pensando então, refletindo sobre as circunstâncias da vida, sobre os motivos que me trouxeram até aqui, e sobre todos aqueles que estiveram presente mesmo que em apenas um pequeno trecho, faço então um catarse de minhas memórias, catarse esse que ficará aqui, apenas para vomitar tudo o que me suja, como um grito de liberdade!

Cada pedacinho, cada momento...

Hoje, tenho uma visão mais crítica de tudo, e amanhã isso pode ser ainda pior. Começo a ver a quantidade de situações boas e ruins que atrai na estrada até aqui e me vejo como responsável por tudo que aconteceu, pois na realidade o universo apenas me trouxe tudo o que pedi.

Parei para refletir a respeito das personalidades da maior parte das pessoas que estiveram ao meu lado. Posso perceber um fator comum entre todos eles, um fator que eu jamais havia notado, e também um ciclo vicioso mantido por mim, ciclo este que deixo aqui, neste texto, vomitado, exposto, abro minha ferida para que ela possa enfim ser curada e cicatrizar.

Sempre me doei demais para todos, qualquer pessoa, sempre acreditei no melhor do ser humano, sempre me coloquei em segundo plano porque achava que era minha obrigação ser uma alma boa, que tinha obrigação de trazer alegria, que minha função era fazer as outras pessoas felizes!

Sempre procurei pessoas que queriam e exigiam demais, para que eu pudesse satisfazer meu desejo de me doar demais, e então culpá-las por minhas frustrações, minhas anulações. Mas as pessoas são o que são e eu as chamei por algum motivo!

Motivo este que nunca aprovei, que já critiquei, mas que vejo com clareza que estiveram presentes em todas as situações ruins. Precisei me magoar mil vezes com as mesmas pessoas, e quando elas iam embora e eu achava que tudo iria se resolver, vinham outras iguais para desempenhar o mesmo papel, é como se fosse sempre o mesmo indivíduo com vários personagens distintos.

Hoje, pela primeira vez, eu finalmente percebo que não é minha função fazer ninguém feliz, por mais que minha alegria seja aparente e emane por todos os lugares, por mais que todos queiram sentir um pouco da minha energia, sou responsável apenas por mim mesma, pela minha felicidade, pois cada um é responsável por si! 

Dedico este texto ao meu eu mais profundo, que está prestes a ser expulso por mau uso de bem!



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Mentes manipuláveis


Assisti um filme que me fez pensar bastante em algumas situações na vida, o nome é Laranja Mecânica um filme alternativo do bem conceituado Stanley Kubrick, elogiado por uns e criticado por outros.

O enredo trata-se de um jovem(Alex) que gosta de praticar a violência juntamente com sua gangue, no meio de um de seus ataques é pego pela polícia onde tem de cumprir dois anos de cadeia e é submetido a um tratamento para eliminar a violência de sua mente, após o tratamento Alex torna-se incapaz de fazer mal a uma mosca, aproveitando-se de sua fragilidade é então que todos aqueles a quem ele prejudicou resolvem se vingar, e em um ato de desespero o jovem tenta o suicídio, com isso é usado como munição contra o governo que para reverter a situação resolve protegê-lo.

Enfim... O filme é muito interessante, mas não estou aqui para criticar o filme em si, o que chamou a atenção é a forma como a mente de Alex é manipulada durante o tratamento para sua cura. Um garoto bonito, inteligente, brilhante, transformado pela sociedade em um grande saco de esterco ambulante sem atitudes próprias, pois essa é a reabilitação imposta!

Se analisarmos a reação de indignação das pessoas ao assistir o filme, na realidade não é a "ultra-violência" ou as cenas de sexo em si que incomodam, mas a forma natural como a qual esses atos são tratados pelos jovens. Ao meu ver é isso que as pessoas sentem ao assistir o filme, principalmente nas cenas mais marcantes: "Como alguém pode fazer isso? A mãe deles não ensinou que aquilo era errado?", voltamos então ao ato de desbastar fazendo com que nos sintamos envergonhados, Alex e seus drugues aparentam não possuir o fragmento censurado em suas personalidades, o que faz com que seu parcela sádica aja sem exprobração.

Levo o tema ainda mais além, o tratamento imposto ao jovem para livrar-se da ultra-violência é a própria exposição a violência, de forma que ele não possa ser responsável, ou seja, responder por suas atitudes quando trata-se de infligir as 'leis' que lhe foram impostas, logo, não roubar, não matar, não brigar, não transar...

Quantas vezes somos podados como se nossos atos fossem totalmente incorretos? Isso abordando um contexto geral da vida, alguém colocou em nossas mentes que não podemos mentir, que não podemos trair, e tantas outras coisas que não são permitidas. Crescemos então com uma censura psicológica enraizada em nossas mentes.

Mas sabe o que nunca nos disseram? Que devemos tomar nossas decisões por nós e não pelas outras pessoas. Nos ensinaram a ser éticos, a agir dentro do padrão de "normalidade" e nos disseram que uma pessoa que não é aceita, não é feliz! Criaram as regras em scripts para que tivéssemos que segui-las.

Foram tão longe com essas afirmações que criaram leis, religiões, ditaduras... E nós, por não nos responsabilizarmos por nossos próprios atos, seguimos!

Pergunto-lhe então... Alguém, algum dia lhe ensinou o que é ser responsável? O que é ser fiel? O que é felicidade? Ou você simplesmente leu mais um script?

Não ser vingativo porque vingança não te agrega nada e cada um tem o que merece, não mentir pois toda traição é uma mentira, não trair não pelo outro, por achar que ele não merece mas porque você não merece, porque você não precisa, porque você se respeita e por se respeitar você quer que todas essas regras vão para o espaço, juntamente com núcleo da normalidade.

Devemos nos soltar dessas censuras impostas, destas regras, devemos agir de acordo com nossa índole.

Quando você toma uma determinada atitude e depois se sente culpado, já parou para se perguntar se o sentimento de culpa é porque você agiu diferente de seus princípios ou se é porque você agiu diferente da censura a ti imposta por vários fatores? Complicado diferenciar não é?

De que adianta pensar de uma forma, se agir de outra totalmente diferente? Um homem é medido pelos seus atos e não pelos seus sentimentos.


Você é fiel a sí ou se permite ser manipulado?


Obs. Este texto não trata-se de uma crítica ou uma explicação do filme Laranja Mecânica, mas de alguns de meus devaneios pessoais ao assistir o mesmo, Kubrick é gênio demais para que no momento eu possa expressar alguma critica infeliz a respeito desta obra de arte!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lixo Alheio


Quantas vezes aceitamos determinadas situações por medo de falar o que realmente sentimos ou achamos? Quantas vezes nos reprimimos por medo do resultado de nossos atos?

Aposto que você já se viu em uma conversa desconfortável, em um lugar desagradável ou com pessoas desfavoráveis, mas no momento fez cara de paisagem e aceitou! Não saiu, não recusou, não cortou!

"Deve ser o nosso jeito de sobreviver, engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem." Lya Luft

Fazemos isso o tempo todo, e fazemos porque temos medo da rejeição, medo de não ser aceito, porque o ser humano precisa provar pra si mesmo que é aceito, que faz parte de uma sociedade, temos medo do que as pessoas possam vir a pensar de nós, como nos chamar de insensíveis, sem coração, sem alma... aaahh... Sem alma!

Justamente por ter uma alma, é que você deve cuidar da sua! Você cuida do seu cabelo? Da sua unha? Da sua pele? Então porque você não cuida da sua alma? De que adianta estar bonito por fora e podre por dentro? Sabia que a sua alma é quem passa a sensação de beleza para as pessoas? É!

Alias... não é você quem cuida não é? Você paga pra alguém cuidar pra você! Se bem que... Quem tem que conviver com sua podridão interna é você mesmo, não sou eu e nem ninguém! Não cuidar da alma é como viver em uma casa que não é sua, em uma espelunca caindo aos pedaços.

Quando se aceita essas coisas ruins esta atraindo energias, e aceitando que elas se tornem cada dia maiores, porque nossos atos são como grandes avalanches, que começam de uma pequena queda e crescem de forma absurda, não somente para as águas ruins, as boas também! Energia chama energia e quando percebe-se a avalanche já destruiu/construiu tudo que viu pela frente.

Em algumas observações, pude perceber o quanto as pessoas gostam de descarregar o lixinho delas sobre as outras, fazendo sua defecação enorme na cabeça alheia e depois delegando suas responsabilidades para o primeiro tolo disposto a assumi-las.

Então é hora de se olhar no espelho e perguntar: "Qual minha profissão? Tenho cara de Gari?!"

Pois é... Se todos te procuram pra descarregar o lixo é porque você tem cara de gari e não porque é uma pessoa popular! As pessoas te procuram pra te dar boas noticias? Te ligam pra dizer que estão grávidas, que vão fazer uma viagem, que estão noivas, que estão felizes?

Não né... É sempre porque alguma coisa deu errado, porque brigou com o namorado, porque cometeu um erro tamanho.

Não que não se deve dar o ombro à um amigo ou virar as costas para as pessoas, mas atrair uma única energia sem haver um contra-peso deve ter algo de errado! Nunca se esqueça que semelhante atrai semelhante e é assim que a avalanche começa...

Em uma roda de conhecidos surge um assunto que você não gosta, falar da vida alheia, discutir sobre religião, ou até sentir aquela energia negativa, o que você faz? Fica ali ouvindo? Inalando aquele grande fedor de coisa podre? Você fica perto de defunto em decomposição? Você anda no lixão? Você come comida estragada?

Aposto que não né? Então PORQUÊ aceitar essas situações? Porque mastigar esse alimento putrefato? É tudo a mesma coisa... É lixo, é odor, te infecta e quando você sai de lá sai com o aroma de coisa estragada!

Assim é a alma, ela se suja quando recolhe essa grande porcaria.

Não segure a onda de ninguém que não é de seu interesse, não abrace pessoas e situações desagradáveis, não ofereça seu coração a quem não mostrar um mínimo de dignidade.

Se a pessoa teve a oportunidade de tomar um banho e dormir na sua cama cheirosinha, mas mesmo assim continuou vagando a noite no lixo, mesmo sabendo que era errado, mesmo sabendo que poderia sujar outras pessoas, porque você tem que dar o seu chuveiro? Para que sujem seu banheiro?! Aaa não! Não não não... Pára com isso... Na sua casa só quem tem o direito de sujar é você!

Não se preocupe em agradar as pessoas, quem gostar de você, vai gostar assim, do jeito que você é, sem máscaras, sem se submeter a situações desagradáveis. Nem implore para recolher o lixo alheio, porque quem quer, quem realmente precisa, pede, e pede porque dói, porque incomoda! 

Você já tem sua própria vida para resolver, então cada um que cuide de si mesmo.

O que você acha de mudar de profissão?
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